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Afinal, de onde surge as tendências ?

02/08/2011

Quando surge uma nova tendência e nos perguntamos – Quem disse que isso agora é moda? – e logo depois todos precisam fazer parte do grupo que aposta na nova tendência. As tendências não surgem ao acaso, e isso é comprovado. Pois para cada tendência ser detectada, há muito trabalho por trás. E não é só dos estilistas, pois a grande maioria não cria a próxima coleção inspirado em qualquer coisa, sempre há muito fundamento prévio. Assim, há muito tempo surgiu o estudo de novas tendências, dos quais as grandes marcas se equivalem e levam em consideração.

Há algumas décadas atrás, após a Segunda Guerra Mundial surgiram os bureaux de estilo ou burô de tendências. Esses grupos praticamente produziam as tendências, e tiveram grande importância para a Revolução Têxtil. Na década de 60 e 70 eram esses grupos de pesquisas que decidiam o que seria usado pelos consumidores, de acordo com o que a indústria poderia oferecer.

Mais tarde na década de 80, com o crescente grau de exigência dos consumidores não era mais possível tal imposição. O trabalho dos bureaux inverteu-se e tiveram que ouvi-los para saber o queriam. Nessa década houve a preocupação das pessoas em manter seu próprio estilo, as pessoas queriam mostrar sua personalidade, diga-se de passagem que surgiu a tendência da individualidade e autenticidade. Então para que as pessoas encontrassem o queriam nas lojas, o trabalho dos bureaux foi estudar o comportamento das pessoas e captar o que desejavam.

Desde então esse mercado expandiu-se, ao ponto de se concretizar nos atuais Portais de pesquisa de tendências, como a WGSN (consultoria internacional com sede em SP), a Peclers (presente em 26 países),a Stylus … entre outras. Atualmente esse trabalho é muito mais complexo, os bureax de estilo ou portais de pesquisa fazem grandes estudos antropológicos, que resultam em um livro ou portfolio (além do material online) que representam em colagem de imagens e textos tudo que tenha relevância e diga algo sobre o futuro, são pouquíssimas unidades para consultoria de marcas e universidades contratantes. Essas equipes de profissionais são formadas por sociólogos, jornalistas, publicitários, cientistas políticos e os famosos cool hunters conhecidos como caçadores de tendências – que circulam pelas ruas do mundo com seu olhar treinado registrando tudo o que lhe chama a atenção.

equipe WGSN

Diferentemente do que parecem, os bureax ou as agências não se projetam em apenas peças de roupas, o foco não é saber qual modelo de calça será usado na próxima estação, e sim o que o consumir vai querer consumir no futuro (em média dois anos de antecedência). Qual vai ser o seu comportamento, o que estará pensado e precisando a curto e longo prazo. Essas mudanças com todos os mercados, por esse motivo, há uma grande variedade entre seus clientes, além das empresas de moda, inúmeros outros setores como de design de carros, eletrônicos, arquitetura e gastronomia – entre muitos – se interessam por essas informações privilegiadas. Por exemplo, a atual tendência eco já foi constatada a um tempo, era visível para os pesquisadores a medida que a população se preocupava com o meio ambiente, que essa causa mudaria o modo de pensar e consumir. Assim surgiram inúmeras medidas, como as ecobags, materiais recicláveis, orgânicos, até o slow fashion.

Desde então as empresas de cool hunter se tornaram um nicho muito promissor financeiramente, suas informações atualmente são vendidas a preço de ouro. Pois tal investimento é a segurança diminuir significativamente os riscos dos investimentos na criação de novos produtos. Como na WGSN apesar de ter um portal online, para ter acesso ao conteúdo é necessário pagar uma assinatura anual, cujo valor varia de 18 000 a 25 000 dólares. E esse valor exacerbado não intimida seus 130 assinantes só no Brasil, entre eles a rede Globo, Natura e Boticário. Portanto, ter o futuro em primeira mão, hoje em dia é tão importante quanto o presente. No fim das contas, toda essa movimentação da indústria é para concretizar os desejos de nós consumidores.

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